domingo, junho 06, 2010
Solidão
Anadava eu a passear pela net, nas minhas pesquisas, quando encontrei este poema:
Aproximo-me da noite
o silêncio abre os seus panos escuros
e as coisas escorrem
por óleo frio e espesso
Esta deveria ser a hora
em que me recolheria
como um poente
no bater do teu peito
mas a solidão
entra pelos meus vidros
e nas suas enlutadas mãos
solto o meu delírio
É então que surges
com teus passos de menina
os teus sonhos arrumados
como duas tranças nas tuas costas
guiando-me por corredores infinitos
e regressando aos espelhos
onde a vida te encarou
Mas os ruídos da noite
trazem a sua esponja silenciosa
e sem luz e sem tinta
o meu sonho resigna
Longe
os homens afundam-se
com o caju que fermenta
e a onda da madrugada
demora-se de encontro
às rochas do tempo
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Adorei!!!
ResponderExcluirEste poema tá fixe :)
É muito bonito, por acaso sabes quem o escreveu?
ResponderExcluirAdorei mesmo, um dia ainda vais escrever assim Mariana basta continuar a tentar, tal como toda a gente com os seus sonhos ou até mesmo apenas vontades
Bjs,
Joana
Não sei quem escreveu, mas posso ir ver. E poesia nunca vou escrever, saí sempre muito mal.
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