Bem, e aqui está. Eu tinha dito que ia ser demanhã cedinho, mas adormeci. Este capítulo é mais pequeno, mas é mais emocionante. Nos próximos vou tentar ser mais rápida, mas agosto para mim é mês de muita praia e piscina, e depois o stress do início das aulas, por isso vai ser complicado.
My Life As a Blood Sucking (MLABS) - Capítulo 2
Saímos da nossa pequena cidade e entrámos num mundo completamente diferente, maior e mais barulhento, mas ao mesmo tempo mágico, sentia-se uma certa magia no ar.
O meu pequeno David já estava demasiado cansado. Por vezes esqueço-me que ele não tem quinze anos como eu, mas sim sete. Decidi parar, por mim tinha continuado a correr. E não, a minha nota a educação física nunca foi estupenda, mas correr é uma coisa que eu gosto.
Andámos numa passada lenta até encontrarmos um beco formado por prédios antigos, provavelmente sem saída. Era abrigado o suficiente para não nos verem, mas era iluminado o suficiente para não se tornar assustador, óptimo, pensava eu.
Era noite, noite asério, não se via ninguém na rua. Começámos a comer uns enlatados com pão e a beber água, nos próximos dias era disso que íamos viver, disso e de outras coisas já feitas que os supermercados tivessem.
Tudo corria bem, pelo menos dentro do possível, óbvio que com dois fugitivos do próprio pai enfiados num beco sem saída nada é rosas e jasmin. Até que ouvimos passos a aproximar-se, quase mudos, se não fosse o silêncio da noite, provavelmente eu não teria escutado.
Rapidamente o David aproximou-se de mim, escondendo-se o mais possível, mas sem querer dar parte fraca para o perigo que se aproximava, típico de irmãos mais novos. Mas naquele momento, eu mesma estava assustada!
Depressa apercebi-me que os passos silenciosos não vinham das extermidades do beco mas sim de cima, do telhados dos prédios, e agora sim, eu estava realmente assustada.
E de repente os passos deixaram de ser silenciosos, o que quer que fosse o meu tormento, saltou de cima do prédio mais próximo de nós e, num salto gracioso demais para ser humado, caiu mesmo em frente das nossas caras cheias de pavor.
O ser estranho levantou-se e começou a andar em passos largos. E depois é que percebi! Como é que não tinha entendido antes? Isto estava a tornar-se exactamente como no meu sonho, mas mais complexo provavelmente, e existia outra diferença: desta vez era realidade.
Ouviu-se uma gargalhada altíssima, que teria ferido os ouvidos mais sensíveis, e o meu irmãozinho escondeu-se totalmente atrás de mim.
- Finalmente encontro humanos apetitosos! Por estes lados só existem mendigos mal cheirosos que mal chegam para saciar o meu desejo... Sabem à quanto tempo não cravo os dentes numa garganta jovem e apetitosa?! - e depois, outra gargalhada ensurdecedora.
Saltos graciosos, passos silenciosos como penas a voar, cravar os dentes, pele pálida...e cheguei à minha conclusão. Vampiro. Só me preenchia a mente as imagens de filmes como Crepúsculo, em que os vampiros eram bonzinhos e não matavam pessoas. Primeiro sempre pensei que não existissem vampiros, agora que a realidade do meu mundo acabara de dar uma cambalhota, tinha acerteza de que ele estava ali para matar, para me matar, para nos matar. Tomei a minha decisão, a minha morte duvidava que pudesse adiar, mas duma coisa eu tinha acerteza: eu dou tudo, até a minha vida, para salvar a minha família, o meu irmão.
- Afasta-te dele! Podes ficar comigo! Podes ficar com o meu pescoço, mas afasta-te dele! - depois percebi que o tom de ordem não ia resultar - Afasta-te dele, por favor...
- Ora, ora! Alguém disposto a trocar a sua vida pela de uma inútil criancinha, que humanos patéticos! Bem, bem, bem...hoje encontrei um jantar melhor do que o normal, por isso, porque não realizar o último desejo da vítima? Desaparece daqui, rapaz, deixa-me tomar conta da tua defensora! - e arreganhou os dentes na minha direcção, aquilo podia ser intrepertado como um sorriso ou como uns talheres prontos a devorar refeição, que neste caso era eu. Desejei com todas as forças que fosse a primeira hipótese do sorriso, mas nem segundos antes da minha morte a minha consciência me deixava imaginar.
O meu irmão assustou-se mas mesmo assim não saiu dali. Mas acho que isso tinha deixado de importar ao vampiro. Aconteceu tudo como no meu sonho, ele acabou com a distância que existia entre nós em breves passos e cravou os dentes no meu pescoço.
Joanna,
Wau! Escreve isso depressa e n digo mais nada. E é uma ordem e não um pedido.
ResponderExcluira minha melhor amiga e escritora PROFISSIONAL é mesmo mesmoo exagerada, mas vá, como é pra ti eu vou escrever depressa :b
ResponderExcluir