E aqui está o primeiro capítulo do meu conto, espero que gostem (:
My Life As a Blood Sucking (MLABS) - Capítulo 1
Se a primeira noite de férias correu mal, o dia não ficou muito atrás. Passei aquelas doze horas com as imagens do meu sonho na cabeça, porque de qualquer das maneiras não me parecia um sonho, parecia mais uma premonição, a certeza absoluta de que algo ia acontecer, e neste caso era uma coisa péssima.
O sonho continou de cada vez que fechei os olhos, pois não tinha dormino nada durante o resto da noite. Acordava bastante sobressaltada e o meu irmãozinho passou o dia a perguntar-me o que se passava, sinceramente não o queria exaltar, por isso não disse nada, apenas que tinha tido um pesadelo.
Agora já era final da tarde, o dia estava a escurecer e a minha cabeça dava-me sinais de que aquela dor não ia passar assim tão depressa, por isso dirigi-me para a casa de banho com o propósito de tomar um longo e relaxante banho. Afinal, quais são os milagres que um banho não pode fazer?!
Já estava na banheira rodeada de espuma quando ouvi o primeiro estrondo que ia mudar a minha vida, e desta vez para sempre. Pareceu-me um móvel a cair, o barulho vinha do meu quarto e do meu irmão. E aseguir ouvi-o gritar de dor. Já calculava o que estava a acontecer. Saltei da banheira, enrolei uma toalha ao meu corpo e corri em direcção ao nosso quarto.
Era o que eu pensava. O meu pai voltou a chegar bêbedo a casa, outravez! Era a quinta vez esta semana, e ainda só estávamos a meio. Tinha discutido com o meu irmão, porque este lhe tinha dito que andava "diferente" e mais uma vez, o meu querido pai perdeu o controle e começou a destruir tudo o que aparecia à sua frente. E o meu móvel pagou bem caro.
- Di! - o meu irmão gritou o meu nome, alcunha neste caso. Ele nunce me chama por Denise, é sempre Di.
- Denise Stevens! Fica onde estás, ouviste? Eu e o teu irmão temos coisas a resolver! - falou o senhor meu pai, parvo como tudo.
Não ia ficar ali enquanto ele quase matava o meu irmãozinho. Coisas a resolver? Ele devia pensar que estava a falar com alguém da idade dele, por favor.
Entrei no quarto e pus-me entre os dois, depois disso aconteceu tudo muito depressa e foi muito chocante. O meu pai empurrou-me contra a cama, tirou-me a toalha do corpo e só quando começou a desapertar o cinto das calças é que me apercebi do que ele estava a tentar fazer-me. O meu pai estava a tentar violar-me, que estúpido! Levantei-me de um salto e dei-lhe um estalo, estava farta de viver assim. Não devo ter medido muito bem a força, por ele andou uns três metros para trás.
Enquanto o meu pai ficou perplexo a pensar no que fez, feito parvinho, eu comecei a fazer a primeira coisa que me veio à cabeça, as malas! Peguei numa mala de viagem que tinha à mão e enfiei roupas e calçado tanto meus como do meu irmão, o meu mealheiro (que andava a preservar à anos, e já tinha uns bons mil euros dentro dele) e também a escovas do cabelo e de dentes. Estava ainda mais chocada por o meu pai não me tentar impedir, estaria assim tão chocado? Depois de tudo o que ele já me fez era normal que um dia me virasse contra ele, não?!
- David! Anda, rápido, anda com a mana. - ele obedeceu-me, primeiro porque gostávamos demasiado um do outro para ele ficar ali sem mim, ou para eu ir sem ele, e também porque, tal como eu, ele andava farto das mudanças do meu pai.
Já era noite cerrada. Corremos durante uma meia hora, para o mais longe que conseguimos. Parámos perto de uma bomba de gasolina/estação de serviço e fomos directos às casas de banho públicas. O meu irmãozinho tremia de frio, era Junho, ainda fazia frio durante a noite. Vesti-lhe um dos casacos que tinha levado comigo e lavámos a cara para destruir qualquer gota de suor que provasse que andávamos em fuga.
De seguida, deixei a mala escondida numa das casas de banho e pus a porta em modo ocupado, dirigi-me à lojinha da estação de serviço. Tinha mais dinheiro do que pensava, os meus tios davam-nos muito para compensar a "ausência" deles. Desde a morte da minha mãe que estávamos totalmente sozinhos com o traste do meu pai.
Comprei enlatados, pacotes de batatas fritas, sumos, pacotes de leite, barras de cereais (...) e as coisas necessárias por uns dias. Até encontrar um sitio para ficar, como uma pensão ou assim, que o meu pai desconhecesse.
E depois, com a mala de volta às nossas mãos, voltámos a correr, corremos até não podermos mais, com a vontade enorme que era a de mudar de vida. Corremos até estarmos fora da cidade.
Joanna,
Está mt Bónito...
ResponderExcluirBjnhs da Mariana
Parabéns :D
ResponderExcluirobrigada melhoramiga, tu incentivas-me imensoooo, e eu sou viciadaaa na tua história :b
ResponderExcluire obrigada também diana, pelos parabéns e por teres lido $:
Beijinhos, joanna